O “rancho” com 62 irmãos da Paróquia da Imaculada Conceição, liderado pelo mestre António Costa, e pelo contramestre Jacinto Pacheco, lembrador de Almas, José Simão e procurador de almas José Reis fez-se à estrada no passado dia 13 de Abril, percorrendo o percurso habitual que os levou da Igreja da Imaculada Conceição até às igrejas paroquiais de Santa Teresa, no West St. Paul, Santo António, São José, São Pedro, Cemitério Assunção, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, São Paulo “O Apóstolo”, Santo Eduardo “O Confessor”, Catedral de Santa Maria, Santo Rosário, Catedral de São Bonifácio Missionários da Caridade, Espírito Santo, Santo André, e finalmente regressando no final da tarde à Imaculada Conceição, aonde participaram na eucaristia, presidida pelo Padre André Lico e coadjuvado pelo Padre Rodrigo Anholetto, ambos irmãos romeiros que participaram na referida romaria.

“A Romaria é uma vivência que envolve muita gente. Tem uma dimensão comunitária que vai para além da própria romaria que vai na estrada. Tem uma partilha, uma generosidade, em paralelo com a vivência penitencial de cada romeiro”

Estas romarias quaresmais, segundo a tradição, tiveram origem na sequência de terramotos e erupções vulcânicas ocorridas no século XVI na ilha de São Miguel, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande.

Os ranchos são organizados e devem cumprir um percurso, sempre com mar pela esquerda, passando pelo maior número possível de igrejas e ermidas de S. Miguel.
Tradição da Romaria Quaresmal de São Miguel mantida junto da comunidade portuguesa de Winnipeg


Reportagem: Paulo Jorge Cabral (Texto) - Fátima Sousa (Fotografias) - 2018.04.13
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