Associação Portuguesa de Manitoba

Estreia de “A menina feia”
Reportagem: Alma Lusa - Fotografias (Mafalda Delgado) - 2018.DEZ.01
O grupo de teatro da Associação Portuguesa de Manitoba, Alma Lusa estreou “A Menina feia” no passado sábado dia 1 de Dezembro. Do programa faziam parte jantar e depois o teatro.

As portas abriram ás 6:00 e o jantar começou a ser servido ás 6:45. Sílvia Camara e Paulo Delgado o diretor do grupo tomaram a palavra, para agradecer ao público a sua vinda para apoiar a cultura em Português, á APM por ter aceite este projeto teatral e a todos os atores, técnicos e voluntários que tornaram a noite possível.

Com uma sala cheia Srs. Padres André e Tiago fizeram as honras de abençoar a refeição. A sopa foi servida e depois as mesas foram sendo chamadas para as estações de bufete para o resto da refeição. A comida de qualidade e abundante fizeram as delícias dos comensais.

Chegou então o momento esperado da noite, A menina feia. Esta é uma peça de teatro de Manuel Frederico Pressler escrita em 1954 e levada a cena no mesmo ano pela primeira vez.

A história da peça centra-se numa rapariga que ao responde a um anúncio para secretária numa firma que fica mesmo em frente ao edifício onde trabalha. Gilberta pretende algo muito mais importante do que um novo emprego... Esta "menina feia" de aparência, esconde no seu interior, um valioso tesouro de sensibilidade, feito de encantos prontos a despertar e de uma capacidade de amar deveras comovente. Esta jovem procura emprego na empresa do homem por quem está apaixonada, no entanto, este, por considerá-la feia, recusa prestar-lhe atenção. Mas uma transformação, ao estilo dos contos de fadas, vai fazer com que ele finalmente repare na ‘menina feia’…

No início do segundo ato foi criado um momento de envolvimento dos atores com o público, ou seja, parte da peça passou-se fora do palco no chão junto das pessoas. Foi uma opção de encenação para colocar os espectadores em cena, dando autenticidade e atualidade ao tema da peça - este é o mundo real, o teatro é a vida.

A adaptação do texto e encenação estiveram a cargo de Paulo Delgado, do elenco fizeram parte Fernando Braga, Hélder Neto, Henrique Braga, João Paulo Cardoso, Lee Tavares, Lucille Rodrigues-Braga, Manuel Santos (Lelo), Maria Carreira, Patrício Costa, Paulo Delgado e Vera Lopes. A tradução da peça para inglês foi feita pelo Luciano Mota e pela Lee Tavares, o desenho de guarda roupa pela Rita Mota, parte do guarda roupa foi feito pela D. Carminda Benevides, atrás no palco a assistir e ajudar estiveram a Rita Mota e o Luciano Mota, o som e as luzes estiveram a cargo de Luís Aguiar, Nicolas Sousa, Rafael Silva, Paulina Silva e Tiago Santos, nas legendas em inglês a Dina Delgado. A todos os que trabalharam nesta noite a cozinhar, a servir e a limpar um muito obrigado.

No final o público aplaudiu com entusiamo notou-se no rosto o contentamento pela noite bem passada. As pessoas regressavam as suas casas satisfeitas. No final a moral da peça tocou a todos. Assim: “Afinal, o que é a beleza? Quantas vezes nos deixamos enganar pelas aparências? E o amor? Que sacrifícios estaremos dispostos a fazer pelo "verdadeiro amor"?”
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